Postagens

Parabéns, hoje é o seu dia , que dia mais feliz.

Acordei na madrugada de 14 de janeiro de 1987 e estava quente. Absurdamente quente... O suor escorria pelo meu corpo e minha camisola grudava nele. De repende senti um líquido quente escorrendo, e não era suor. Sentei na cama e pensei: “Será?”. Deitei-me novamente e fiquei esperando mais algum sinal... Amanheceu. Levantei-me, preparei o café da manhã e acordei meu marido. Contei para ele o ocorrido. Então ele achou prudente ligar para o médico. Este, assim que me ouviu, pediu que eu fosse imediatamente ao seu consultório. Tomei um banho rápido e nos dirigimos ao consultório médico. Chegando lá o médico me examinou e disse que estava tudo bem. Mandou-me de volta para casa dizendo que se eu sentisse qualquer coisa para contatá-lo imediatamente. Meu marido me deixou em casa e foi para o escritório. E o calor insuportável continuava. Além do calor, uma pequena dorzinha me acompanhava desde a madrugada. Por volta das 13h a dorzinha aumentou e eu falei para a minha "sogra ...

Verdade - Oferta e Demanda

 Segundo  Josh Billings: "No que diz respeito à verdade, a oferta é sempre maior do que a demanda."  Mas enquanto não nos mostram o espelho da verdade ficamos tranquilos e deixamos tudo como está porque...  A verdade pode nos despir e causar arrepios.  A verdade nos coloca em evidência e expõe as nossas fragilidades.  A verdade dói. E quem gosta da dor?  A verdade nos obriga a sair de cima do muro exigindo de nós uma atitude, um posicionamento.  A verdade pede mudanças, e mudanças assustam.  Mas a nudez da alma traz o autoconhecimento.  E a fragilidade traz à tona a nossa humanidade.  A dor nos fortalece e a mudança nos faz crescer.  E a verdade? A verdade deve prevalecer.

Perfumes e sons do Natal

Imagem
Cheiro de natal... Perfume de natal... Você já ouviu esta expressão alguma vez?  Para mim o natal sempre foi especial por causa do perfume que as casas exalam na semana do natal. Quanto mais se aproxima a data de aniversário do menino Jesus, mais forte fica o perfume exalado pelas casas. Sinto cheiro de caramelo no fogo, frutas frescas, carne assada, biscoitos com raspas de limão, rabanada... Ouço os ruídos das pessoas preparando a ceia. Ah como é bom sentir o cheiro das delícias sendo preparadas para comemorar a vinda do Menino. Quando eu era bem pequenina, no interior do Paraná, eu me lembro de uma vizinha que preparava fornadas de biscoitos em forma de pinheiro, estrela, boneco, bola de natal. Ah que cheiro maravilhoso! E a decoração desses biscoitos? Depois de frios ela os decorava com glacê real, uma mistura de açúcar com suco de limão e corante. Ela fazia delicadas flores nas bolinhas, contornava as estrelas com glacê amarelo, rosa, azul... Fazia olhos e bocas nos biscoi...

Você acredita em mundos paralelos?

Eu sempre digo que tive infância em mundos paralelos. A primeira foi no interior do Paraná onde brinquei de subir em árvores e plantar bananeira no galho. Eu ficava dependurada igual a um macaco. Eu tinha um galho de goiabeira que era o meu avião. Subia nele e balançava o mais que podia para poder sentir o vento da liberdade. Eu voava na imaginação enquanto o galho balançava. Nunca nenhum adulto apareceu gritando: "Sai daí menina! O galho pode quebrar e você se machucar!" Quase sempre ao cair da tarde ficávamos “trepados” na cerca (era assim que falávamos: trepar na árvore, trepar no muro) esperando a boiada passar pela rua em frente da nossa casa. Sempre parávamos tudo o que estávamos fazendo para ver a boiada passar. Primeiro vinha o boiadeiro, montado em seu cavalo, tocando o berrante. Logo atrás o gado caminhava ordeiramente, sempre escoltado por boiadeiros que cavalgavam nas laterais para evitar que algum boi (ou vaca) se distraísse e tentasse sair do cortejo, mas ...

Gostosura ou travessura?

Às vezes eu tenho a impressão de que as crianças de hoje já nascem embaladas à vácuo, enroladas num plástico bolha e sempre com uma extensão acoplada para que em qualquer lugar possa plugar-se na TV, videogame ou internet. Elas não participam da vida, não são protagonistas e sim meros expectadores. Há alguns anos crianças que pulavam, corriam e se machucavam e tinham joelhos ralados, braços quebrados, cortes e arranhões eram consideradas crianças tipicamente saudáveis. Os pais até comentavam com os amigos sobre essas travessuras com certa ponta de orgulho, e claro esses comentários eram feito bem longe das crianças. Acho incrível que alguns brasileiros de plantão fazem festa do Halloween para as crianças. E elas fantasiadas e acompanhadas de um adulto (ou mais) vão de porta em porta empunhando uma sacolinha dizendo: “Gostosura ou travessura?”.  Se o dono da casa diz não ter doces o grupo calmamente vai para a casa seguinte. Grande parte dos condomínios, de médio padrão p...

Olha aí o Maninho e o saco de leite.

Estava eu tranquila em minha sala quando alguém interrompeu meus pensamentos e: - Oi moça. - Tá falando comigo garoto? - To sim. Eu sou o Maninho. Eu li a sua história contando sobre o Neco Peteco carregando sozinho o saco de açúcar. - Ahn sei... E o que achou da história, Maninho? - Bom, quer dizer... Eu acho que ele não andou quilômetros carregando um saco de 5 quilos de açúcar. -  E por que você acha isso Maninho? - Ah, porque a distância entre a casa e o empório não dava mais do que três quarteirões. - E como você sabe disso? - Porque eu sou o Maninho oras... Maninho do Neco. E eu ajudei o Neco Peteco a carregar o saco de açúcar. - Ah entendi. Você é o irmão do Neco. Agora faz sentido. Quer dizer que ele não arrastou o saco sozinho. Você o ajudou? - Bom, se ele carregou sozinho eu não sei. Ele deve ter carregado sim, mas eu me lembro de também ajudar a carregar o saco de açúcar. Oha que era bem pesado.  Ele colocava o saco nas costas e eu ia atrás seg...
Imagem
Neco Peteco e o saco de açúcar. É engraçado como a minha imaginação é rápida e fértil. Uma frase ou uma simples palavra podem me levar à construção de um cenário completo com personagens e toda a riqueza de detalhes que me espanta. Certa vez minha cunhada comentou: - Helô, você conta as coisas de um jeito que a gente entra na história. Parece de verdade. Você devia escrever essas histórias. É claro que eu não cri na conversa da minha cunhada. Até parece que meia dúzia de bobagens proferidas me tornaria uma escritora, mas a verdade é que eu tenho mesmo essa facilidade de criar cenários e histórias em minha cabeça e que raramente  vão para o papel, digo, computador. Certo dia eu estava conversando com meu companheiro sobre as aventuras vividas em nossa infância e as diferenças existentes entre a educação de hoje e da nossa época de pequenos. Em dado momento ele me contou que sua mãe o mandava buscar açúcar no empório e que ele andava quilômetros carregando um saco de ci...